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A “lei de Murphy” alvirrubra

O engenheiro aeroespacial Edward A. Murphy criou uma citação que se encaixa perfeitamente com o 2017 do Náutico: “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”. Citação que é resumida da seguinte forma: “Se algo pode dar errado, dará.” Foi justamente o que aconteceu. A “lei de Murphy”alvirrubra em 2017.

O torcedor do Náutico viveu recentemente uma grande decepção, com a campanha vergonhosa do time na série A de 2013. Depois daquela péssima campanha passaram a dizer que “nada poderia ser pior”. Mas a sequência de péssimas gestões, provou o contrário. E 2017 foi desastroso para o timbu. Começaram o ano com um planejamento muito bom, ao menos no papel. Após a eliminação da Copa do Brasil, diante do Guarani-CE, rasgou-se tudo. Sem contar que fizeram um elenco que não podiam pagar. Em março, jogadores reclamando que não receberam nada.

Trouxeram Milton Cruz, ele melhorou o time. Mas, o time esbarrou nas limitações técnicas e foi eliminado da Copa do Nordeste. Posteriormente, eliminação na semi-final do Pernambucano, para o rival Sport. Toda diretoria de futebol renunciou. Alexandre Homem de melo e Émerson Barbosa assumiram. Tiveram que fazer uma reformulação total do elenco. Com a série B em andamento, qual o resultado? Apenas dois(2) pontos nas  dez(10) primeiras rodadas. Nenhuma vitória em 11 rodadas . A primeira vitória na série B veio na 12ª rodada (ABC-RN 0 x 1 Náutico) . Em 29 de junho anunciaram o PACTO PELA PAZ ALVIRRUBRA que não durou nem dois meses. Encerrada com a antecipação das eleições e a consequente renúncia do presidente Ivan Brondi. Assim, toda diretoria de futebol entregou os cargos e justamente num momento que o time começara a se reerguer na série B.

Depois de tanta turbulência, brigas políticas, egos inflados, erros de planejamento, não cumprimento de obrigações, o Náutico estava fadado ao fracasso. E foi o que aconteceu. Na 35ª rodada o timbu foi matematicamente rebaixado à série C do Brasileirão, após derrota na Arena de Pernambuco, frente ao Londrina (1 x 2). Agora é pensar em 2018 e planejar com austeridade e comprometimento para que o clube faça um “bate-volta” na série C e retorne mais forte à série B em 2019. Para isso, Edno melo e Diógenes Braga terão que trabalhar duro e colocar o Clube á frente de egos e interesses pessoais. A volta ao Estádio dos Aflitos já vai ser de grande ajuda para trazer a torcida de volta no apoio ao centenário clube pernambucano.

Em janeiro(09), já tem o pré-Nordestão, contra o Itabaiana-SE. Que se faça um planejamento sério e contrate jogadores comprometidos para o ressurgimento alvirrubro. Temos que evitar a “lei de Murphy” alvirrubra por mais um ano, para não se chegar ao fundo do poço na série D. Que 2018 seja de reconstrução. Presidente, diretoria e torcida numa só corrente  para o Náutico voltar a mostrar sua grandeza.

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