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Só eu sei porque eu ficarei em casa!

Assim começamos nossa temporada em 2017, com uma promessa de que esse seria “o ano do futebol” no Atlético Paranaense.

E a esperança de que seria um ano diferente foi alimentada com a chegada de jogadores renomados no futebol brasileiro e até mesmo mundial.
Nomes como Grafite, Eduardo da Silva, Carlos Alberto, Jonathan, Felipe Gedoz, chegaram para somar a um bom elenco que havia conseguido uma vaga na pré-libertadores.

Mas estamos aqui para falar do Clube Atlético Paranaense, onde coisas inacreditáveis acontecem, e vamos começar a falar do elenco.
Weverton, nosso grande goleiro, campeão olímpico, dono de defesas importantíssimas, adorado por parte da torcida, tolerado por outra parte, mas que hoje é tolerado por parte da torcida e odiado por outra parte.

Depois de perder a vaga na seleção principal e praticamente dar adeus (dar adeus na minha opinião) ao sonho de disputar a Copa do Mundo na Rússia, fez muitas partidas inseguras, cometeu erros que acabaram colaborando para o péssimo ano do clube.

Hernani fez muita falta no elenco de 2017, e foi muito sentida sua “ausência”, deixando um espeço vazio no meio campo atleticano após a sua negociação com o Zenit da Rússia.

Thiago Heleno não foi o mesmo “general” de 2016, cometendo falhas e perdendo a cabeça muitas vezes.
A saída do bom jogador Otávio (Bordoaux) no meio da temporada, não foi muito sentida pois a diretoria trabalhou bem e buscou um jogador a altura (talvez até melhor) para substituir, Esteban Pavez chegou do Colo Colo e logo se destacou, sendo um dos poucos que se salvam desse ano ruim.

Muita expectativa foi criada com a chegada de Grafite, mas a verdade é que se tornou uma grande decepção por parte da torcida, com 24 partidas disputadas o goleador do Santa Cruz em 2016, fez pelo Atlético apenas 1 gol.
Carlos Alberto fez bons jogos e foi muito importante para a classificação na fase de grupos da libertadores, embora tenha passado mais tempo no DM, mas por problemas extra campo, acabou solicitando a rescisão de seu contrato.
E o extra campo também afetou o desempenho de Felipe Gedoz, chegando a ficar um bom tempo sem jogar e acima do peso ideal.

Jonathan foi outro jogador a se destacar em meio ao ano ruim, fazendo bons jogos e sendo muito importante para o elenco, apesar do grande numero de lesões, a diretoria acertou em renovar seu contrato para o ano de 2018.
Eduardo da Silva é uma incógnita, pois pouco atuou, foi noticiado que estava machucado, mas sempre aparece em fotos dos treinos.

Muito se esperava de jogadores como Nikão, Sidcley, Pablo, que tiveram um ano muito abaixo do esperado, oscilando entre bons jogos e péssimas atuações.
Mesmo com o clima entre torcida e diretoria (assunto que abordarei em outro post) abalado, mesmo com parte da torcida aderindo a manifestação da torcida organizada, possivelmente teremos uma arena da baixada bem “vazia” na próxima partida diante do Vasco da Gama.

E se for para apontarmos culpados, teremos vários nomes, vários motivos, mas o fato é que a torcida não esta com vontade alguma de ir ao jogo amanhã (19/11), a diretoria não faz esforço algum para chamar o “povão”, e o motivo maior, que é o futebol, parece ter sido deixado de lado no Atlético.

Não vemos mais um time competitivo em campo, um time que poderia até perder, mas que vendia caro a derrota.
E enquanto esse clima horrível permanecer na baixada, precisaremos de um elenco bem melhor do que o atual para que a torcida volte a sentir vontade de ir ao jogo.

Precisamos de libertadores, de estarmos entre os 4 no máximo 5 primeiros. Precisamos pensar grande, “gigante” que seja, precisamos do “Atlético de novo”.
Mas acima de tudo isso, a diretoria, os jogadores, o clube, precisa ver que o Atlético somos todos nós, e se não estamos tendo o prazer de ir ao jogo, é sinal de que alguma coisa esta muito errada.

E amanhã, SÓ EU SEI PORQUE EU FICAREI EM CASA

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