O atacante Rivaldinho, do Levski Sofia, da Bulgária concede entrevista ao MF

Rivaldo Vítor Borba Ferreira Júnior nasceu no dia 29 de abril de 1995 na cidade de São Paulo. Fostes revelado no Mogi Mirim, possuindo passagens pelo Corinthians (base), Internacional e Dinamo Bucareste (Romênia). Atualmente está no Levski Sofia, da Bulgária. Conhecido e reconhecido pela rapidez de raciocínio e bom arremate

 

1- Você foi revelado na equipe do Mogi Mirim. Diga-nos quais foram as suas principais experiências no início da carreira? Como analisas o atual momento do clube interiorano que caiu da Série B para ficar sem divisão? Na época que estava na equipe, conseguia receber seus salários de forma integral? Como foi disputar uma segunda divisão e ter bom desempenho em 2015?

R: Meu inicio de carreira foi no Mogi Mirim, em uma peneira que fiz na época em que o Senhor Wilson Barros ainda era presidente e fui aprovado. E assim começou minha carreira, no sub 15 passando por todas categorias de base ate chegar ao profissional. Fui campeão da Copa Ouro sub-15, vice no sub-17 e campeão Paulista sub-20 sendo vice artilheiro com 16 gols. Meu pai assumiu como presidente do Mogi, e o clube sempre esteve nem financeiramente e profissionalmente, nunca sequer atrasou um dia de salario e só tivemos excelentes resultados onde até chegamos a Série B.

 

2- Teve uma passagem pela base do Corinthians e no profissional pelo XV de Piracicaba, Internacional e Paysandu. Como era conviver com a pressão de atuar em um grande clube do país mesmo na base? Por que não conseguistes a almejada sequência no alvinegro paulista? Poderia fazer uma inferência sobre a sua passagem, a torcida e a estrutura do Nhô Quim e do Papão? Esteve no Colorado, sendo uma passagem muito rápida, em algum se arrependeu dessa escolha?

R: Pressão sempre vou ter em minha carreira, ainda mais se tratando de Corinthians. Estava na base do Mogi e tinha um sonho de chegar em um time grande e consegui. Porém tinha 17 anos e já estava com o sub-20 e tinha poucas oportunidades, e resolvi voltar pro Mogi para continuar evoluindo como jogador. No XV foi muito rápido, é uma das torcidas mais apaixonadas do interior. Cidade muito boa também. No Paysandu cheguei de empréstimo pelo Inter, com o objetivo de ir bem e ser aproveitado no Inter no ano seguinte na serie B. Mas o Antônio Carlos preferiu apostar em jogadores mais velhos que eu. Nunca me arrependo do que faço, no Inter pude fazer amizades, aprender e evoluir.

Foto: SC Corinthians Paulista.

 

3- Vestiu as camisas de Boa Vista (Portugal) e Dinamo Bucareste (Romênia). Quais as principais diferenças e semelhanças entre o futebol português e o romeno? Comente sobre o título da Copa da Liga Romena? Além disso fale sobre a rivalidade com o Steaua e o imbróglio judicial que levou o clube a mudar seu emblema? No mais, faça uma inferência sobre o nascimento de seu filho no país?

R: Boavista é um grande clube português, quando cheguei o time ainda estava se reestruturando de problemas que tiveram alguns anos antes. E cheguei pensando que já ia jogar, por estar muito bem no Brasil, mas eles diziam que eu tinha que me adaptar ao futebol de lá e que eu era muito jovem, eu concordei em adaptar, porém não que eu era jovem pra estar lá e outras coisas também me fizeram sair. A Romênia me surpreendeu positivamente. Tinha uma imaginei do país e do futebol que é totalmente diferente da realidade. Fui pra um grande clube do país, sempre muito bem tratado por todos e sou bem querido por lá, até porque fiz um gol histórico pra eles na Liga Europa num empate com o Bilbao e por também ter conseguido um título que há 5 anos eles não eram campeões de nada. Steaua é o maior rival, os torcedores são muito fanáticos e tive a oportunidade de jogar o Derby 3 vezes com 2 vitórias e 1 derrota.

 

4- Nesta temporada chegou ao Levski Sofia (Bulgária). O que lhe fez escolher por este clube? Quais são as suas expectativas tanto profissionalmente, como para a equipe? Já conseguiu se adaptar ao modelo de futebol imposto? Como está sendo a adaptação?

R: Levski é um grande clube da Bulgária e conhecido mundialmente. Tem uma torcida apaixonada e isso me fez querer vir. Pelo desafio de colocar o time em competições europeias novamente. Estou me adaptando ao país, aos colegas e espero logo começar a jogar e fazer gols.

 

5- Está em uma família de atleta, sendo filho de Rivaldo, cunhado de Gustavo Costa (atualmente no Penafiel, de Portugal) e primo de Romildo Neto (do Figueirense). Isso serve de motivação para a sua carreira? Mesmo ainda na região dos Balcãs existe a comparação entre você e o seu pai? Como foi atuar com ele no Mogi Mirim? Foi correto de sua parte deixar o Brasil para se aventurar no futebol Europeu? Acompanhas a carreira de seu cunhado e primo?

R: Sim. Em nossa família todos amamos futebol e vivemos isso. Torço muito pelo meu cunhado e meu primo. Meu cunhando inclusive esta fazendo uma grande temporada no Penafiel onde ele esta emprestado pelo Portimonense.

Foto: Mogi Mirim EC.

 

6- O momento especial na sua carreira foi o dia 27 de julho de 2017? Caso sim ou não, por qual motivo? Conte-nos sobre o gol feito no Athletic Bilbao na Liga Europa (muito lembrado pela mídia nacional).

R: Não é o momento mais especial da minha carreira. Mas é um dos. O mais especial foi 14/07/15 fazer gol no mesmo jogo com meu pai.

 

7- Anteriormente atuava como centroavante, porém ao decorrer de sua carreira foi recuado para meia-atacante. Como foi este processo de mudança de posição em campo? Acreditas que atuando em vários setores facilita numa escolha de titularidade do técnico? Preferes atuar como “ camisa nove” ou como “camisa dez”?

R: Eu sempre fui centroavante, camisa 9 mesmo. Mas no Dínamo, o treinador Cosmin Contra que hoje é treinador da seleção romena, me disse que queria me utilizar de “10” por trás do centroavante por eu ter qualidade para criar jogadas e bons desmarques. E deu certo. Todos meus gols no Dínamo foi jogando nessa posição e fiz grandes jogos assim. Não tenho uma preferência, só quero ajudar o treinador e a minha equipe, se for de 9 ou de 10 tanto faz, só quero jogar e ajudar e nessas duas posições posso ajudar bastante.

 

8- Uma mensagem para os colunistas e leitores do site mercadodofutebol.net.br?

R: Um abraço para todos os seguidores e admiradores desse Site/Página/Instagram. Espero que gostem da entrevista e continuem acompanhando. Deus abençoe vocês.

Foto: George Filip/MediaFax Foto.

 

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Jean Lucas

Criador do site Mercado do Futebol, jornalista em busca de aprimorar-se.

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