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Em coletiva, Rueda fala sobre a decisão da Sul-Americana

O Flamengo, do técnico Reinaldo Rueda, está em Buenos Aires, capital Argentina, no CT do Boca Juniors, onde a equipe se prepara para o primeiro jogo da final, contra o Independiente. Nesta terça-feira, El prof falou com os jornalistas e falou sobre a importância do clube cada vez mais, se projetar no cenário internacional:

-Flamengo está muito bem orientado. Todo o trabalho que a diretoria faz, esperamos que se fortaleça com resultados. Para que o Flamengo possa continuar disputando mais continuamente internacionalmente. O time não jogava duas Libertadores seguidas há 10 anos, não jogava final internacional há 16 anos. Não podemos ser conformistas. É um prêmio

Rueda falou da importância da conquista e do projeto do clube, que seguirá firme, independentemente da continuação dele Rueda ou não a frente da equipe:

Por tudo que significa a cobrança da torcida do Flamengo, é uma oportunidade de poder aspirar uma Copa que se torna mais importante na América do Sul, ainda mais contra o Independiente, que é um time histórico da Argentina. Pode ser um motivo para fortalecer um projeto que está em caminho, um projeto que Fla deve seguir. Independentemente de seguirmos ou não no comando do Flamengo

Rueda não confirmou a escalação de Everton:

Vamos fazer o treino hoje, e eu penso que será muito positivo para o Flamengo a volta de Everton Cardoso. E é gratificante o sucesso de Paquetá, por seu comportamento. É uma decisão para trabalhar hoje e amanhã tomar a melhor decisão

O comandante Rubro-Negro falou também sobre a zaga que vai jogar, porém, não confirmou quem serão os titulares:

– Hoje recuperamos Juan, Réver e Rhodolfo, que atuou muito bem em Barranquilla. Precisamos de experiência forte. Qualquer dupla é garantia para nós nesse jogo

Sobre o time Argentino, Rueda analisou desta forma:

O Independiente é muito bom, tem grande dinâmica, super agressivo ofensivamente e com muitas variantes. Desenvolve em altíssima intensidade. Tem todos os méritos para chegar na final

Um ano após a tregédia com o time da Chapecoense, Rueda tem novamente a oportunidade de disputar a final da Sul-Americana, título que ele fez questão que fosse para o time de Chapecó:

-Lembramos com muita pena o insucesso, foi uma manhã muito triste para todos do futebol e do mundo. Este insucesso nos fez refletir sobre a vida e o valor do adversário, o respeito do adversário. Foi uma situação muito difícil com o presidente do Nacional. – Disse Rueda sobre entregar o título pra Chapecoense. Rueda disse ainda, que não tinha sentido ficar com o título.

Assim como acabou a vida para Chapecó, Caio Junior e jogadores, acabou para Nacional também. Não tinha por que tentar esse título, por isso a decisão de dar esse título em memória póstuma a Chapecó.

Rueda foi perguntado, se ele acha que jogadores brasileiros sentem a pressão em jogar fora do país:

-Os brasileiros sabem muito da pressão da torcida do Flamengo, e os líderes têm consciência disso. Os estrangeiros, como Cuéllar, Mancu, Trauco e Paolo sabem disso. É ter o caráter que devem ter para jogar no Flamengo.

Rueda falou sobre os meninos criados na base e da identificação deles com o clube:

uma premissa importante no futebol mundial, essa identidade, o DNA do clube. É importante que podemos dar oportunidades a Lucas, Vizeu, Vinicius, Léo Duarte. São jogadores que se identificam com a história e a paixão que edifica e a raça que deve ter o jogo do Flamengo. Cada dia eles têm que melhorar, mas creio que é muito positivo viver isso com eles.

Sobre decidir a segunda partida, em casa, no Maracanã, diante de sua torcida, Rueda disse:

O Independiente é muito competitivo, penso que tem um elenco muito competente. Não gosto de falar de individualidades, mas o coletivo deles tem todo o mérito de chegar à final. Eles têm um futebol muito vistoso. Jogo importante para nós não é o jogo de volta, mas sim o de amanhã.

Sobre o desgaste da equipe, que enfrentou uma maratona de viagens na última semana, El Prof falou o seguinte:

É uma situação muito difícil para nós, o que significou o esforço de viajar de Barranquilla para a Bahia. Graças a Deus pudemos cumprir os objetivos, com vaga na Libertadores e na final. O Flamengo merece, desde sua torcida, diretoria e jogadores. Temos que ser muito cautelosos. O treinamento de ontem foi vital.
O departamento médico é muito importante, e o trabalho de várias disciplinas é muito importante. Diego é um profissional a 500%. Trabalhou muito bem hoje, trabalhou na academia ontem. Temos certeza que vai estar em bom nível para amanhã.

Rueda vê Flamengo e Independiente parecidos:

-São dois times que têm DNA muito similar. Sempre foram protagonistas e buscam os jogos, então passa pela boa posse da bola. É preciso ser inteligente. Se quer ganhar, é tratar de se impor. Com boa concentração, podemos buscar o jogo.

Rueda analisou também o momento da equipe, que sofreu muita pressão pela possibilidade de ficar fora da Libertadores e da final da Copa Sul-Americana:

-O clima é outro com certeza, mas no Flamengo sempre tem pressão. Depois do jogo se falou de evitar o conformismo, os jogadores estão se auto-pressionando. Um ano de trabalho poderia ser desfeito com duas derrotas para Junior e Vitória. Todo o projeto seria acabado. Com todas dificuldades, 12 horas de voo para Barranquilla, depois para ida à Bahia, toda cobrança da torcida do Vitória e vencer é um prêmio.

O Flamengo começa a decidir a Copa Sul-Americana nesta quarta-feira (6), na Argentina, as 21h45 (horário de Brasília). O Rubro-Negro tem a oportunidade de conquistar um título internacional, depois de 18 anos, quando venceu o Plameiras, pela Copa Mercosul.

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