Semifinal dos líderes

Líder do grupo B da série C, com 38 pontos, o Guarani chega a Natal com a melhor campanha do campeonato com mais de 70% de aproveitamento. Porém, o que nós torcedores do mais querido devemos saber sobre o time de Campinas? Em 20 jogos realizados no campeonato, o time ganhou 12 vezes, empatou 5 e perdeu apenas 3 vezes, sendo todas essas três derrotas fora de casa, nosso primeiro ponto positivo.  Se tivéssemos que definir o time comandando pelo treinador Marcelo Chamusca em duas palavras estas seriam obediência tática. Muito obediente ao seu comandante, os jogadores formam linhas sincronizadas, sempre próximas, dificultando a vida do adversário. Não a toa o Guarani sofreu apenas 11 gols na fase de grupos, a segunda melhor defesa de toda a competição, atrás apenas do time do Boa Esporte. Em contraste com o seu ataque, que balançou as redes por 30 vezes no geral, tendo um dos melhores ataques da série C.

Ao analisarmos taticamente o bugre, como é conhecido, vemos que Chamusca utilizou dois esquemas ao longo da competição, o 4-3-3 e o 4-2-3-1, ambos com 2 pontas abertos no ataque. Os meias abertos nas laterais indicam a maior arma do Guarani : A bola alçada na área. Dos 30 gols marcados, 23 saíram de escanteios, faltas laterais, cruzamentos, ou bolas paradas. Isso evidencia uma das principais características negativas do time, sua ineficiência na criação de jogadas pelo meio. A marcação em cima e a proximidade das linhas faz com que o time tente manter a possa de bola, circulando-a pelo meio, atraindo a atenção adversária para que as alas fiquem abertas e possa enfim sair um cruzamento. O artilheiro do time, Fumagalli, marcou quase todos os seus gols aproveitando a bola levantada na pequena área. Esse é o esquema que levou o time do Guarani a chegar a uma semifinal.

Pelo pouco número de gols sofridos, percebemos uma defesa sólida e composta. A verdade é que o bugre consegue prender a mobilidade do meio campo do inimigo pelo fato da proximidade das linhas, entretanto, existe uma falha tanto na bola chutada de longe quanto na bola enfiada ora nos laterais adversários, ora nos atacantes/meias. Nesses quesitos se encontram nossas principais vantagens, visto que jogadores como o Mancha e Jones podem se movimentar e receber uma bola vertical de Lúcio Flávio ou Erivélton, assim como nossos laterais podem chegar no último terço e criar uma pane na zaga alviverde. Chutes de fora da área como aquele que Márcio Passos fez contra o Imperatriz devem fazer a diferença. Um último aspecto positivo é que em 4 jogos realizados pelas duas equipes no Frasqueirão, o ABC nunca perdeu, sendo dois empates e duas vitórias do alvinegro.

É isso que podemos esperar, é isso que devemos utilizar para vencer esse jogo e darmos um passo gigante rumo a final. Avante ABC!

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Gilson Oliveira

Morador da cidade do sol, com 23 anos, estudante da UFRN, apaixonado pelo futebol, tendo como único amor o mais querido da frasqueira, o ABC!

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