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Entrevista com o zagueiro Chico, do Antalyaspor, da Turquia
- Updated: 30 de maio de 2017

2- Entre 2005 e 2010, esteve no Atlético Paranaense, onde conquistou notoriedade no futebol estadual e brasileiro. Defina sua passagem pelo clube? O que faz o Atlético Paranaense para conseguir se equiparar os clubes de SP e RJ, no quesito resultados?
R: No CAP foi onde tudo começou, o sonho mesmo de se tornar jogador começava a se tornar realidade, pois lá tem um estrutura fantástica, estádio bonito, o clube dá todas as condições para o jogador desempenhar seu melhor futebol, as mesmas condições que os jogadores profissionais tinham, nós da base tínhamos também, foi onde conquistei vários títulos na base, fui convocado pra seleção sub-20. Eu ia assistir os jogos no estadio e ficava imaginando se um dia iria jogar lá, com estádio lotado, se a torcida iria gritar meu nome e Deus me abençoou. É uma alegria muito grande ter começado lá, pois você começar na base de um clube grande como o Atlético Paranaense, subir para o profissional e jogar mais de 150 jogos, não é pra qualquer jogador, tenho muito orgulho disso. O Atlético tem tudo pra ser um dos grandes clubes do Brasil, a única dificuldade é que não está no eixo rio-são paulo, que onde se concentra muito o futebol do país, mas hoje as coisas já estão mudando, o futebol brasileiro tá se expandindo cada vez mais e o CAP com certeza vai ser um dos maiores clube do Brasil.
3- Em 2011 e 2012, vestiu a camisa do Palmeiras. Descreva sobre a estrutura do time? Como é atuar em termos de pressão num dos maiores clubes do país?
R: O Palmeiras tem uma estrutura muito boa também, na época estavam fazendo a arena, reconstruindo o Palestra Itália. Infelizmente não consegui jogar lá o que apresentei no Atlético-PR, isso faz parte do futebol, porém tive momentos muitos bons, fiz mais de 50 jogos. Fui campeão da Copa do Brasil, a pressão é muita, mas os mesmo tempo é boa, por que você aprende a lidar com ela, tanto quando o time esta ganhando quando esta perdendo. O Palmeiras é um time de massa, conhecido no mundo todo, me sinto muito privilegiado em ter vestido essa camisa.
4- Entre 2012 e 2014, jogou pelo Coritiba, sendo a equipe tetracampeã paranaense de forma consecutiva. Como foi participar de um dos principais momentos da história do clube?
R: No Coritiba foi uma vitoria pessoal, sabia do risco que eu corria em jogar lá por ter ficado 6 anos no CAP. Queria que a torcida coxa branca lembrasse do Chico do Coritiba, não pela minha passagem no Atlético-PR e gracas a Deus consegui isso, foram quase 100 jogos e o tetracampeonato pelo clube, que entrou pra historia e ter jogado com o Alex, um ídolo do clube e um ícone do futebol mundial.
5- Em 2012, a final da Copa do Brasil foi entre Palmeiras (seu clube anterior e na época detentor do passe) e o Coritiba (na época seu clube), como ficou o seu pensamento nessa disputa de título?
R: Sobre a final da Copa do Brasil de 2012 foi engraçado e estranho, por que eu não pude jogar pelo coxa por já ter atuado pelo palmeiras. Por isso ficou aquela duvida: Se o Palmeiras ganhar eu sou campeão, mas se o coxa ganhar o time que eu estou agora vai estar em festa, meus companheiros felizes e eu jogo a libertadores ano que vem.
6- Sua primeira passagem internacional foi na Turquia, pelo Gaziantepspor, aborde um pouco, sobre as suas primeiras impressões sobre o estilo de jogo, cultura e adaptação? Atualmente está no Antalyaspor, quais são as perspectivas para a temporada? O clube chegou a tentar se impor em nível continental, fazendo alto investimento, o que faltou para que conseguisse ascender a uma vaga de Champions League?
R: Futebol aqui para defensor é meio parecido com o do sul do Brasil, muita marcação, contato físico, isso me ajudou pois era meu estilo de jogo. A adaptação foi um pouco difícil, mas não tenho do que reclamar, somente a comida que é muito apimentada, tanto que foi a 1ª frase que aprendi; acı yok (sem pimenta). Agora estou no Antalyaspor faz 2 anos, clube muito bom, cidade praiana, parecido com o Brasil, isso facilita bastante. Terminamos em 5º lugar, fizemos historia no clube e podemos jogar a UEFA ano que vem, se o time que for vice-campeão aqui e ganhar a Copa da Turquia.
7- O volante é uma posição crucial, tanto na parte da cobertura defensiva, como na parte da surpresa ofensivamente, o chamado volante moderno. Qual é o aprendizado a ser passado para esta nova geração de volantes que está se formando no país?
R: Hoje estou jogando de zagueiro aqui, todavia o volante é uma peça fundamental do time, pois temos que fazer as duas coisas, marcar e jogar e o futebol agora precisa do volante que chute e assistência para gol, mas ainda tem técnicos que gosta do volante de marcação, o chamado 1º volante. O mais importante é ter uma boa base, aprender no dia-a-dia, isso com certeza vai fazer toda diferença independente da posição do jogador.
8- Uma mensagem para os colunistas e leitores do site mercadodofutebol.net.br?