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Entrevista com o zagueiro Betão, do Avaí

Foto: Divulgação / Facebook Avaí FC

 Aos 33 anos, o zagueiro Betão passa por uma boa fase no clube catarinense e luta, juntamente com seus companheiros, contra o rebaixamento.

 

Com títulos nacionais pelo Corinthians da Copa do Brasil, Campeonato Paulista e Brasileiro e outros internacionais pelo Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o camisa 3 do Avaí tem uma boa expectativa do campeonato Brasileiro e fala sobre seu tempo no clube paulista e sobre o futebol de fora do país. Betão também já passou pelo Santos, Évian, da França, e Ponte Preta.

 

1- Você se formou nas categorias de base do Corinthians e ficou no clube por quase 14 anos. Durante esse longo tempo você conquistou alguns títulos e completou mais de 200 jogos com a camisa corintiana. Do que mais sente falta dessa época? E qual o momento que ficou mais marcado para você e que gostaria de viver novamente?

Betão: Sinto falta do convívio e das amizades que eu fiz naquela época. Cresci com a maioria dos jogadores que fazia parte do elenco profissional e era muito bom estar realizando um sonho profissional com jogadores que crescemos juntos. Graças a Deus eu pude viver muitos momentos bons no Corinthians e o que nunca me esquecerei foi da minha primeira partida como titular em 2001, contra o Internacional em Porto Alegre.

 
2- Você passou aproximadamente 7 anos jogando fora do país e teve uma grande experiência com o futebol europeu. Você gostaria de voltar a jogar fora se surgisse uma nova oportunidade?

B: Hoje penso mais em qualidade de vida do que em realizações profissionais. Até mesmo porque já realizei muitos sonhos jogando na Europa. Se aparecer uma situação que seja boa para mim e para minha família, sairia novamente. Infelizmente no Brasil o futebol fica devendo em alguns aspectos.  

 

Foto: Divulgação Meu Timão

 

3- Apesar da grande diferença entre o futebol brasileiro e o europeu, qual característica do modo de jogo, ou coisa similar, que mais lhe agradou na Ucrânia e que você acredita que seria possível de adaptar ao nosso futebol?

B: A organização tática que eles priorizam muito lá, me ajudou bastante na visão que tenho do futebol hoje em dia. Aqui no Brasil, já melhorou muito essa questão. Mas por não ser tão cobrado nas categorias de base, alguns jogadores têm dificuldade em assimilar que uma boa organização tática faz toda a diferença em uma partida.

 

4- Durante esse tempo fora, qual foi sua maior dificuldade? (em relação ao futebol, cultura, língua ou culinária, etc.).

B: Posso dizer tranquilamente que não tive nenhuma dificuldade nesses aspectos. Sempre tive a cabeça bem aberta para conhecer novas culturas, idiomas e etc

 
5- Quando você chegou no Avaí, a pouco mais de um ano, seu atual companheiro de zaga, Alemão, atuava como lateral. Hoje, os dois compõem a zaga e, segundo o que disse Claudinei há algum tempo, era a melhor dupla de zaga do Brasil. O que você acha dessa percepção dele? Como foi o entrosamento de vocês? Qual a principal característica que você mais admira no Alemão?

B: Fico feliz pelo elogio do Claudinei, porém não dá para afirmar que somos a melhor dupla de zaga. Verdade que hoje estamos entre as 6 melhores defesa do campeonato brasileiro, mas isso também é muito pelo trabalho do grupo. Claro que temos uma ótima sintonia, coisa que conseguimos com muita conversa é muito treinamento. A força de vontade do Alemão realmente impressiona.

 
6- Há cerca de um mês você completou 1 ano no Avaí e hoje é capitão do time e está sempre ajudando, incentivando e dando conselhos aos companheiros de equipe.  Como um bom líder você deve acreditar no potencial do grupo e na permanência do clube na série A. Como você avalia seu desempenho e evolução neste tempo? O que mais te incentivou nos momentos mais difíceis (se é que teve algum) enquanto esteve por aqui?

B: Acredito que surpreendi muita gente. rsrs Muito acharam que eu estava voltando pra me “encostar” aqui no Avaí, para encerrar minha carreira… Mas pelo contrário, estou muito bem fisicamente e espero jogar por pelo menos mais uns 3 anos. Conseguimos o acesso no ano passado, coisa que ninguém acreditava e alguns já nos tinham por rebaixado nesse ano, mas estamos lutando pela permanência. O momento mais difícil, acredito que foi na minha chegada no ano passado, estavam todos desacreditados e juntamente com os demais jogadores mais experientes tivemos que mostrar aos demais jogadores que o acesso era possível e graças a Deus foi isso que aconteceu.

 

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

 

7- No momento atual do campeonato Brasileiro o Avaí ocupa uma posição na zona de rebaixamento, porém a parte debaixo da tabela está bem embolada e dependendo do resultados de outros jogos, é possível sair e ganhar boas posições. Qual sua expectativa para os próximos jogos? O que pode ser melhorado dentro e fora do campo? Para você, tem alguma posição que está mais carente?

B: A expectativa é das melhores possíveis, temos totais condições de conseguir nossa permanência e vamos lutar por ela até o final.

 
8- Para finalizar, seu contrato acaba em dezembro do próximo ano, depois disso você pretende renovar ou tem outros planos?

B: Tenho contrato até dezembro de 2018, existem algumas cláusulas que tornam minha saída possível em dezembro, mas no momento eu só penso em Avaí e na permanência na série A.

*Entrevista feita antes do último jogo, contra o Sport.

 

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